A Agência Nacional de Vigilância Sanitária incluiu nesta quinta-feira a ivermectina na categoria de medicamentos submetidos a um controle especial.
Houve um salto da procura pelo medicamento como um suposto tratamento ou método de prevenção para covid-19, apesar de não haver evidências científicas de que ele é eficaz para esses fins. Diante do risco de faltar para quem realmente necessita, a agência reguladora, ligada ao governo federal, mudou as regras para sua compra nas farmácias.
Em vez de uma receita simples, o consumidor deverá ter agora em mãos uma receita branca especial em duas vias, onde uma ficará retida na farmácia. Cada receita terá validade de 30 dias, a partir da data de emissão, podendo ser usada uma única vez.
O objetivo deste tipo de medida é garantir que os estoques que existem no mercado não se esgotem, ao combater a venda indiscriminada de remédios que têm sido divulgados para tratamento ou uso profilático para covid-19, sem que haja estudos que apontem que eles têm de fato esses efeitos.
Em março, a Anvisa fez o mesmo com a cloroquina e hidroxicloroquina. Também por causa do aumento da procura nas farmácias.
Em comunicado, a Anvisa explicou ainda que a medida visa manter os estoques destinados aos pacientes que já possuem indicação médica para uso desses produtos, uma vez que os fármacos elencados na Resolução são usados no combate e controle de outras doenças, como a malária (cloroquina e hidroxicloroquina); artrite reumatoide, lúpus e outras (hidroxicloroquina); doenças parasitárias (nitazoxanida); e tratamento de infecções parasitárias (ivermectina).
A Anvisa destaca que a Resolução será revogada automaticamente a partir do reconhecimento, pelo Ministério da Saúde, de que não mais se configura a situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional declarada pela Portaria 188/2020, do MS.
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